Blog da Associada

  • Há construções que não fazemos sozinhos

    Há alguns dias venho pensando sobre quantas portas importantes da minha trajetória não foram abertas apenas pelo meu trabalho.

    Foram abertas por pessoas.

    Por alguém que fez uma apresentação, lembrou do meu nome, me convidou para uma mesa, me levou para outro ambiente, confiou em mim antes mesmo que outras pessoas conhecessem o meu trabalho.

    E quando olho para a minha história dentro da BPW, reconheço muito disso.

    A BPW me proporcionou encontros com mulheres de diferentes histórias, profissões, cidades e estados. Ampliou minhas conexões e me aproximou de instituições, federações, empresas e espaços aos quais talvez eu demorasse muito mais para chegar sozinha.

    Mas seria pouco falar apenas das portas profissionais.

    A BPW também me deu amigas.

    Mulheres com quem dividi projetos, responsabilidades, desafios, viagens, conversas, aprendizados e momentos importantes da vida. Algumas dessas relações ultrapassaram há muito tempo os limites da própria instituição.

    Também me deu oportunidades de servir, liderar, construir coletivamente e perceber, na prática, o que acontece quando diferentes competências se encontram em torno de algo que é maior do que cada pessoa individualmente.

    Talvez por isso eu consiga olhar hoje para essa trajetória com uma lente ainda mais especial.

    Nos últimos anos, venho aprofundando meus estudos e minha atuação em torno de uma questão que sempre esteve presente no meu trabalho: o que faz uma construção humana permanecer capaz de produzir futuro?

    Foi desse percurso que nasceu a Capacidade de Futuro™️, disciplina autoral que estou consolidando para investigar as condições humanas, relacionais, organizacionais e sistêmicas que permitem a pessoas, lideranças e organizações sustentar o que ainda precisa nascer.

    Empresas familiares, sociedades, associações, cooperativas, conselhos e ecossistemas podem ter estruturas, estratégias e objetivos muito diferentes. Mas todos eles dependem de pessoas capazes de construir juntas.

    E talvez a minha própria experiência associativa tenha me ensinado muito sobre isso antes mesmo que eu desse um nome ao que hoje estudo.

    Uma instituição não é feita somente de estatuto, cargos, diretorias ou eventos. Existe uma construção que não aparece nesses registros: confiança, pertencimento, reciprocidade, reputação, colaboração e as pontes que vamos construindo umas para as outras ao longo do caminho.

    Eu fui beneficiada por muitas dessas pontes dentro da BPW.

    E também procurei construir algumas.

    Por isso, ao falar deste novo momento profissional, faço questão de reconhecer as raízes que vieram antes dele.

    Tenho gratidão à BPW Goiânia, à BPW Brasil e, principalmente, às muitas mulheres que encontrei nessa caminhada. Cada convite, cada indicação, cada oportunidade de servir, cada conversa e cada relação de confiança deixou alguma coisa.

    Hoje sigo construindo um novo capítulo da minha trajetória.

    Mas sigo levando comigo algo que a vida associativa me ensinou de maneira muito concreta:

    ninguém constrói futuro sozinho.

    E talvez uma das formas mais bonitas de reconhecer as portas que um dia abriram para nós seja continuar abrindo portas para que outras pessoas também possam atravessar.

     

    Rejane Duarte
    Conselheira de Construções Humanas de Alto Valor | Governança • Sucessão • Liderança • Capacidade de Futuro™️

    Associada e Past President da BPW Goiânia, com atuação também em iniciativas da BPW Brasil.

  • Quando mulheres se conectam, o mundo muda

    Falar sobre a história da BPW é falar sobre coragem, visão e transformação feminina ao longo do tempo.

    A BPW International surgiu na década de 1930, fundada por uma mulher visionária: Lena Madesin Phillips, em Genebra/Suíça. Muito além do seu tempo, Lena acreditava que as mulheres não deveriam estar limitadas apenas à gestão dos seus lares, mas que possuíam plena capacidade para liderar negócios, ocupar espaços estratégicos e contribuir ativamente para a sociedade e para a economia.

    Enquanto o mundo enfrentava os impactos das guerras, ela enxergou algo que ainda estava invisível para muitos: a força feminina como agente de transformação.

    Mais de 90 anos depois, a BPW continua crescendo e fortalecendo esse propósito. Hoje, com sede em Genebra, está presente em mais de 120 países, conectando mulheres de diferentes culturas, idiomas e histórias, mas com algo em comum: o desejo de crescer, contribuir, empreender, liderar e apoiar umas às outras.

    A BPW é um grande ecossistema mundial de conexões, desenvolvimento e cooperação. Um espaço onde mulheres se unem para trocar experiências, gerar negócios, ampliar conhecimentos e fortalecer sua representatividade na sociedade. Não para competir entre si, mas para iluminar caminhos e ocupar, com legitimidade, os espaços onde sempre deveriam ter estado.

    E foi justamente essa essência que transformou também a minha própria trajetória.

    Minha entrada na BPW aconteceu de forma inesperada, através do convite de uma professora de um MBA que eu cursava na época. Confesso que, naquele primeiro momento, eu tinha uma visão limitada sobre grupos femininos. Achei que encontraria apenas eventos sociais e algo distante da minha realidade profissional.

    Mas fui ao primeiro encontro. E nunca mais saí.

    Hoje, depois de 10 anos de caminhada, tenho a honra de estar como presidente da BPW Goiânia. E, ao longo dessa trajetória, pude compreender profundamente o verdadeiro significado do voluntariado, do associativismo e da força que uma organização pode ter quando existe propósito, valores e direção.

    A BPW me transformou como mulher, como profissional e como ser humano.

    Aqui, construí amizades verdadeiras, encontrei grandes parceiras de negócios e vivi conexões que levarei para toda a vida. Aprendi que mulheres juntas não precisam competir. Pelo contrário: quando se unem com propósito, podem alcançar lugares antes inimagináveis.

    Esse talvez seja, para mim, um dos maiores diferenciais de ser uma mulher BPW.

    A BPW promove desenvolvimento, capacitação, acolhimento e fortalecimento feminino em diferentes regiões do mundo. Possui assento consultivo na ONU e participa ativamente das discussões e políticas voltadas às mulheres em âmbito global. Mas, acima de tudo, ela atua diariamente através das relações humanas, do apoio mútuo e da construção coletiva.

    Ser uma mulher BPW é compreender que existe poder na união feminina.

    Mas não um poder que exclui.

    Um poder que agrega.

    Que conecta.

    Que coopera.

    Que impulsiona outras mulheres a crescerem juntas.

    E é exatamente esse legado que queremos continuar construindo: uma rede de mulheres que se apoiam, que compartilham experiências, que desenvolvem negócios, que fortalecem umas às outras e que entendem que nenhuma conquista individual é maior do que a força coletiva de mulheres caminhando na mesma direção.

    A todas que ainda não conhecem a BPW, deixo aqui o meu convite: venham conhecer esse movimento. Venham viver essa experiência de conexão, desenvolvimento e pertencimento.

    Porque quando mulheres se unem com propósito, o impacto é imensurável.

    Tânia Segurado

    Presidente BPW Goiânia – Gestão 2025-2026